Uso do nome

“Coloquialmente chamamos nome aquele ou aqueles vocábulos que identificam o indivíduo: João ou João Antonio. Da mesma forma coloquial, chamamos sobrenome os apelidos das famílias: Silva, Santos, Oliveira, Souza, Pereira.

Os estudiosos da legislação brasileira mencionam, contudo, que esta não é uníssona nem rigorosa na conceituação dos vocábulos que compõem o nome. A expressão sobrenome, tão comum no Brasil, sequer existe na legislação; mas existe de fato.

Os franceses distinguem prenomes e nomes, utilizando os primeiros na identificação do indivíduo, e os segundos na identificação das famílias a que ele pertence, como ensina Albert Dauzat.

Estudiosos portugueses e brasileiros admitem apenas as designações clássicas: nomes, para indivíduos, e apelidos, para as famílias. De um e de outro difere a alcunha, codinome que alguns indivíduos conquistam, ou sofrem.

O patronímico foi o primeiro apelido da família, mais tarde foi usado o toponímico que se refere ao lugar de nascimento ou vivência, e finalmente adotou-se, em certos casos, a alcunha.

O patronímico de caracteriza pelo uso da preposição, prefixos ou sufixos. Por exemplo: judaica – Bar Abas, filho de Abas;  gaélica – Ab. árabe – Ibn; são preposições. MacNamara, escocês; O`Henry, irlandês; FitzGerald, inglês; são prefixos. São sufixos: o son, em Johnson, inglês; sen em Andersen, escandinavo; Álvarez, espanhol, Álvares, português. Todos significam: filho de.

São toponímicos portugueses: de Souza, da terra de Souza; de Maia, da terra de Maia; Chaves, da cidade de Chaves; Porto, da cidade do Porto, etc. Os toponímicos forman-se em geral com a preposição de, que não implica origem nobre como muitos entendem.

Finalmente os apelidos de família decorrem de alcunha: Calvo, Velho, Alegria, Negrão.

Essa introdução permitirá que o leitor possa identificar seu apelido de família com a provável origem”.
Pércio Pinto – CBG – Colégio Brasileiro de Genealogia)